• Félix Rodrigues

A anomalia no campo magnético terrestre começa a afectar telecomunicações

A anomalia magnética do Atlântico Sul têm-se acentuado nos últimos anos e está associada a dois grandes factores de alterações das características do núcleo da Terra: a inclinação do seu eixo magnético e o fluxo de metais derretidos no seu núcleo externo.

A Terra é quase um íman gigante, com os pólos norte e sul que representam as polaridades magnéticas opostas e com linhas de campo magnético invisíveis que circundam o planeta, ligando-os.

Contrariamente a um íman, o campo magnético do núcleo da terra não está perfeitamente alinhado ao longo do globo, nem é perfeitamente estável. Isso deve-se ao facto do campo magnético se originar no núcleo externo da Terra: rico em ferro e com um movimento de convecção vigoroso de materiais fundidos muito abaixo da superfície do planeta.

Não se têm observados efeitos no dia-a-dia dessa anomalia do campo magnético terrestre, designada Anomalia do Atlântico Sul, mas ela começa a revelar ser uma ameaça para a segurança de satélites que começam a ser muito mais bombardeados por partículas carregadas provenientes do sol e que, usualmente seguiam trajectórias específicas. Isso está a afectar algumas telecomunicações, diz nota da NASA.

Quanto mais se alterarem as linhas de campo, mais difícil se torna a previsão dos efeitos das tempestades solares.

A imagem é da autoria da NASA’s Goddard Space Flight Center.



Texto de Félix Rodrigues

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