• Félix Rodrigues

A caminho da rotura dos serviços hospitalares

Portugal começou a entrar numa fase de rotura de assistência médica. Já há hospitais em rotura.

Atingimos hoje o máximo de casos diários de infeção de todo o período pandémico (1646 novos casos) e também entramos numa fase exponencial da infeção, ou seja, entrámos no descontrolo. O número de óbitos é baixo (hoje apenas 5), mas crescerá na próxima semana, e tenderá a aumentar ainda mais se os hospitais entrarem em rotura.

Nos próximos 15 dias, haverá variações diárias no número de infetados, mas a média diária situar-se-á nos cerca de 1200 a 1300 casos.

Vamos centrar-nos agora no crescimento relativo. No mundo a infeção continua a crescer e amanhã teremos um acumulado de 37 milhões com um acumulado de mais de um milhão de mortes, o que significa que a letalidade oficial no mundo se situa nos cerca de 2,7%. Portugal vai brevemente ultrapassar o número acumulado de infetados na China, mas prevê-se que o número de fatalidades no nosso país seja mais baixo do que as fatalidades chinesas. À nossa frente e antes da China, só temos o Japão e a Costa Rica mas nós estamos a crescer mais rapidamente do que o Japão e a uma velocidade equivalente à da Costa Rica.

É o momento de agirmos todos racionalmente e antes de qualquer contacto nos perguntarmos se ele é “efetivamente” necessário. Se não fizermos isso, teremos inequivocamente um aumento da pobreza, uma perda de qualidade de vida e de serviços, perdas generalizadas de saúde por falta de acesso a ela, etc, etc. Isso não só pensar que “se eu for infetado o meu risco de morte é muito baixo”, é um efeito de dominó que nos fará cair em cima “coisas” que nem imaginávamos.

A imagem ilustrativa é de Cloud Care.


Félix Rodrigues

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