• Félix Rodrigues

A infecção diminui em Portugal, mas no mundo aumenta: Como estão as soberanias alimentares?

Temos hoje mais 120 novos casos de infecção por SARS-CoV-2 em Portugal, um número que têm vindo a baixar desde a semana passada. As quartas e quintas-feiras dão-nos o melhor retrato da infeção no país, pois há mais surtos ativos (160) do que casos diários (120). Acumulam-se em Portugal 52945 casos de infecção.

Há a registar dois óbitos, valores que continuam baixos relativamente ao excesso de mortalidade comparada com a ano passado (cerca de 45) fazendo com que a letalidade diária seja de facto muito baixa (1,7%). Acumulam-se até ao momento 1761 óbitos.

E já estamos hoje com 20 milhões de infetados a nível mundial, num contágio acelerado como nunca si viu e com o Brasil a ultrapassar hoje a marca das 100 mil mortes indiciando um cenário de futuro muito pior do que os Estados Unidos da América.

Ainda não foi hoje que a Polónia ultrapassou Portugal em número de infetados, mas certamente amanhã já o terá feito.

Somos seguidos pelo Japão que brevemente também nos ultrapassará em número de infetados, dada a expressão da sua segunda vaga. O Japão com 126,5 milhões de habitantes, tem menos óbitos que Portugal, ou seja, apenas 1052, com um número acumulado de infetados de 49843 casos. Se considerarmos óbitos e infetados no Japão por milhão de habitantes, verificaríamos que o Japão está melhor do que nós, todavia, essa nova vaga de infeção de enfrentam, é bem pior do que a nossa e verifica-se que houve e há dificuldade em controlá-la.

A nossa preocupação tem-se centrado muito na infeção em cada um dos países do mundo e temos esquecido os grandes impactos que isso terá no mundo.

Sabemos que milhões de pessoas em todo o mundo passam fome todos os dias e, infelizmente, espera-se que a pandemia piore drasticamente a questão da segurança alimentar.

Um relatório recente do Programa Mundial de Alimentação prevê que a pandemia de SARS-CoV-2 possa levar mais de 130 milhões de pessoas à fome crónica até ao final deste ano de 2020. A pandemia causou inúmeros problemas e incertezas ao longo das cadeias de abastecimento de alimentos, como a mão de obra limitada, o transporte, o comércio transfronteiriço e a disponibilidade de produtos.

Não vejo em Portugal a implementação de nenhuma política que vise a soberania alimentar.



Félix Rodrigues

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