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A insustentável leveza do ser



O livro, como saberão, é do checo Milan Kundera que depois da Primavera de Praga viveu em Paris. O livro trata do ser insustentável de menos de meia dúzia de pessoas e animais contata em cada capítulo a partir de cada um deles. Os femininos da desconfiança, os masculinos na insegurança. Os femininos “bons” com fidelidade e culpa e os femininos piores com erotismo e fuga. Os masculinos “bons” com infidelidade e desculpa e os masculinos menos bons com insignificância. Os do regime, como de todos os regimes, nem contam. Quase todos na ausência do ser que se revela, no fim, num cão que morre e num filho que se torna crente, autonomizando-se de uma mãe cumpridora do sistema vigente pretensamente seguro. Em cada capítulo um deles é o autor ou autora mas a história é sempre a mesma vista de diversos pontos de vista. Não de um Camara Men em Crónica de uma Morte Anunciada de Gabriel García Márquez, mas de um ator que que sofre como nos filmes. Aliás há um filme tipo drama, que gostaria de ver, “The Unbearable Lightness of Being” de 1988 de Philip Kaufman só para ver se realizador consegue colocar-se nos vários atores / escritores que contam o livro.


Texto: Tomaz Ponce Dentinho

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