• Félix Rodrigues

A mortalidade de hoje aponta para infeção preocupante

Temos hoje mais 552 novos casos de infeção em Portugal. É preciso ter cuidado com análises precipitadas. Isso não corresponde a uma diminuição da infeção de ontem para hoje. Trata-se do efeito de fim de semana. É provável que amanhã ainda tenhamos menos casos comunicados do que hoje, para depois sermos surpreendidos a meio da semana com um número anormal de casos de infeção.

A situação em Portugal é preocupante, basta atendermos ao crescimento do número de mortes: Hoje temos mais 13 mortes, o que é um número muito significativo para este período uma vez que a maioria dos infetados é, nesta fase, assintomático. Ultrapassamos a barreira dos 1900 óbitos (1912).

O acumulado, em termos de infeção, sobe para 68577 casos.

Diz-se que não vai haver novo confinamento, é bem provável, mas tal só acontecerá se e só se, não estiverem esgotados todas as camas nos hospitais e nas unidades de cuidados intensivos. É um tempo em que todos somos responsáveis por todos. Há quem esteja farto e manifesta-se. Isso serve de alguma coisa? Não estamos todos fartos? O vírus não responde a qualquer manifestação mais ou menos estúpida que não respeite o distanciamento social e as regras básicas de proteção dos outros. Se alguém quiser ser infetado, tem essa liberdade, mas deve ter forma de viver isolado de toda a gente, caso contrário, tal liberdade não lhe assiste. Talvez seja por isso que os esquimós têm baixas taxas de infeção.



Félix Rodrigues

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