• Félix Rodrigues

Análise diária da Evolução da Covid-19 em Portugal: 6/7/2020

No diário de hoje, relativamente à análise da infecção por SARS-CoV-2 em Portugal, temos a registar 232 novos casos, o que aparenta ser uma redução dos números na última semana, mas temos que esperar para amanhã para perceber se esse é ou não o designado efeito de “fim-de-semana”. Se os números estão corretos ou ajustados à realidade, significa que em média estamos a descer no número de infeções, com um número reprodutivo R(t) médio, numa janela de 7 dias, situado ligeiramente abaixo de 1. Há que fazer um grande esforço para continuarmos a descer esse número. O R(t) é um dos indicadores de vigilância epidemiológica e deve ser o mais baixo possível, preferencialmente abaixo de 0,5.

O número acumulado de casos em Portugal atinge hoje o valor de 44129 infetados, tendo-se ultrapassado a barreira dos 44 milhares. No que se refere ao número de óbitos, são hoje mais 6, o que totaliza 1620 óbitos por Covid-19 no país.

Faz pouco tempo que Singapura, com metade da população de Portugal, nos passou à frente em número acumulado de casos de infeção, mas a infeção nesse país tem estado a ser controlada e neste momento temos um maior crescimento em Portugal do que nessa cidade-estado, pelo que brevemente a ultrapassaremos em número total de casos e em número de óbitos (Singapura possui 44983 infectados e apenas 26 óbitos).

Quando se comparam letalidades, tão díspares com as de Portugal e de Singapura (3,67% para Portugal e 0,06% para Singapura) surge-nos de imediato uma questão: O que é que está Singapura a fazer que os outros países ainda não estão?

Tem havido imensas questões que têm sido levantadas em torno de tratamentos adequados ou não e muita precipitação em alguns artigos científicos. As comparações são sempre importantes.

A grande polémica na comunidade científica no momento prende-se com artigos científicos publicados em revistas muito conceituadas. Tem havido grande pressão na comunidade científica internacional para que alguns autores se “retratem” e é o que tem vindo a acontecer. O exemplo da imagem que aqui se apresenta prende-se com as conclusões que os autores desse artigo chegaram, de que a cloroquina e a hidróxidocloroquina eram benéficas no tratamentos dos sintomas da Covid-19. Afinal não são, e é necessário que quando se fazem asneiras em ciência, haja "retratamento".


Félix Rodrigues


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