• Félix Rodrigues

Análise diária da infeção por SARS-CoV-2 em Portugal (9/7/2020): A falta de sistematização de dados

Tal como ontem referi, o número de óbitos por Covid-19 estava mal contabilizado pelo que se esperava para hoje um grande crescimento. De facto passámos de 2 óbitos ontem para 13 óbitos hoje. A falta de sistematização de dados em Portugal é péssima e dá uma ideia má da capacidade organizativa do país. Temos acumulados até hoje 1644 óbitos.

O número de novos infetados mantem-se hoje muito elevado (mais 418 novos casos) sem qualquer explicação aparente que não seja, atualização de dados na plataforma da DGS, sem ser em tempo real, baralhando os modelos epidemiológicos. Significa isso que volta a notar-se falta de procedimentos sistemáticos na DGS. É triste, pouco profissional e até vexatório. Agora, até se compreende o desinteresse governamental pelas informações do Infarmed: Não vale a pena qualquer previsão seja do que for porque os governantes vão empurrar com a barriga os problemas.

Temos hoje acumulados 45277 casos de infeção no país.

Hoje ultrapassámos no mundo os 12 milhões de infetados com os Estados Unidos a ultrapassar os 3 milhões infetados, ou seja, um país com 25% dos infetados do mundo.

Dois países da América Latina perseguem Portugal na Tabela mundial ordenada de casos acumulados de infeção: a Bolívia e o Panamá. Brevemente nos ultrapassarão.

Em Portugal parece que continuamos a insistir em meter o país na lista Britânica de corredores “desinfetados” e esquecemo-nos que de 15 em 15 dias tal lista é atualizada. Se calhar convinha controlar nesses 15 dias a situação no país.

A novidade de hoje relativamente à monitorização da infeção por SARS-CoV-2 é que uma equipa de investigadores da Universidade de Chicago está a conceber um kit que permite detetar rapidamente (5 minutos) se um indivíduo está infetado ou se já tem anticorpos, por um preço estimado de 10 dólares americanos.

Os testes precisos e generalizados são fundamentais para gerir a pandemia do novo coronavírus. Ora, nesse contexto, os investigadores da Universidade de Chicago pretendem desenvolver um dispositivo de testes portátil a ser utilizado em casa ou no consultório de um médico que imediatamente dá uma resposta. Isso terá impactos enormes na circulação de pessoas permitindo que se possa fazer controlos nos aeroportos e portos, com segurança, rapidez e eficácia.

A ideia parece-me muito boa, todavia, parece ser “muito peixe por um escudo”.


Félix Rodrigues


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