• Félix Rodrigues

Análise diária da infecção por SARS-CoV-2 em Portugal (16/7/2020): E quanto mata a gripe?

Temos hoje mais 339 novos casos de infeção no país (nenhum nos Açores) e mais três óbitos.

São hoje 47 765 os infetados em Portugal e temos mais 3 óbitos, o que totaliza 1679 óbitos. A taxa de letalidade mantem-se e a taxa de infeção também.

Tal como ontem referia, já fomos ultrapassados pela República Dominicana e brevemente seremos ultrapassados por Israel no que se refere à infeção.

Nos últimos tempos tenho referido que o excesso de mortalidade em Portugal não coincide com o número de óbitos registados por Covid-19. Há mais óbitos no período de confinamento e epidemia do que esperado no país. Por outro lado só é possível compararmos coisas tendo em conta o que se passou no período anterior para evitar o discurso fácil de que isso é uma “gripezinha”. Não é, mas quem considera que é pode oferecer-se para ser infetado num estudo mundial que se pretende levar a cabo. Escusam de se infetar de forma descontrolada no meio de todos nós.

O “The Economist” faz contas semelhantes às do “Financial Times”, mas normaliza-as por 100 000 pessoas, o que faz com que o gráfico apresentado corresponda a algo que neste momento nos dá uma ideia da extensão do excesso de mortalidade por Covid-19 e não Covid-19. Nesse trabalho do “The Economist” estuda-se a gripe e conclui-se que a nível da Europa a gripe matou mais gente que nos anos anteriores. Isso pode explicar o excesso de mortalidade que não explicado por Covid-19.

Nesse retrato do excesso de mortalidade somos os melhores, mas no retrato da infeção atual não.


Félix Rodrigues


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