• Tomaz Ponce Dentinho

Angra, 10 e 11 de Setembro de 2020

O momento e o sítio para entender o Desenvolvimento Sustentável das Pessoas e do Mar


Os stocks de pesca estão a ser delapidados, a espécies a desaparecer, os plásticos a reaparecer em grandes ilhas de lixo, as Portuguese Man of War a amedrontar banhistas, peixes e mergulhadores e as comunidades piscatórias a submergir na degradação da pobreza e da dependência.

Há bons sinais um pouco por todo o lado, mas teimamos em não aprender uns com os outros pensando erradamente de que o mar e terras do mar que nos são próximos não têm nada a ver com o mar e as terras do mar do outro lado. Em tempos não foi assim e porque tínhamos o saber do mar, conseguíamos adequar a regulação mais apropriada possível a cada sítio, visível ainda hoje nas comunidades piscatórias de África, do Brasil, da Índia, da Tailândia, da Formosa e do Japão.

Temos agora de reaprender com eles porque, entretanto, fomo-nos estragando trocando as terras guineenses de Casamansa pelos bancos de bacalhau da Terra Nova, criando um conflito secular entre a Guiné e o Senegal. Fomo-nos estragando trocando autoestradas subutilizadas, endividadas e subsidiadas pelo acesso de europeus aos bancos de pesca dos Açores. Fomo-nos estragando e estranhando quando as marinas de campismo e os banhistas expulsaram, também aqui, os barcos de pesca de Angra e as mesas de dominó da Silveira.

Era para ter acontecido este ano a Cimeira do Mar nos Açores, mas a Covid-19 adiou o evento para 2021; e ainda bem porque julgo que não teríamos muito a ganhar dessas cimeiras de consenso forçado em torno de tudo que resulta em nada. Na verdade, temos este ano possibilidade de discutir o mar e as gentes num ambiente mais livre e, se quisermos, libertador.

Vêm à Terceira, às salas bonitas do Palácio da Madre de Deus, as pessoas que conhecemos que mais sabem e agem na ciência e na regulação do mar e do desenvolvimento. Assunção Cristas, Regina Salvador, Ricardo Serrão Santos e José Bastos Saldanha tentam responder a questões sobre o mar para os de terra. Peter Nijkamp de Amsterdão, Andrés Rodriguez Pose de Madrid e Eduardo Haddad de São Paulo falam da terra para os do mar. Manuel Heitor vê de cima com as plataformas insulares dos satélites a haver. E todos os participantes estão agora a provar evidências para colaborarem na conversa. Pode ser bom se quisermos.

http://www.apdr.pt/congresso/2020/index.html

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