• Félix Rodrigues

Aquedutos fantásticos dos Açores: Porque os conhecemos tão pouco?

Existem em várias ilhas magníficos aquedutos que foram perdendo a sua importância à medida que se foram tornando obsoletos ou ultrapassaram a carga necessária para abastecer as populações.

Porque preservar a memória é sinónimo de inteligência, partilha-se aqui algumas notas extraídas do site SIARAM sobre os Aquedutos açorianos a que se acrescentam outras notas.

Aqueduto em São João de Deus-Angra do Heroísmo. Fotografia de José Maria Botelho.


"Desde que as populações começaram a instalar-se nos Açores, a escassez de água potável foi uma das principais condicionantes ao povoamento destas ilhas. Para fazer face a esta contrariedade, construiu-se, um pouco por todo o arquipélago, um valioso património hidráulico constituído por estruturas de captação, adução, distribuição e armazenamento de água, como poços-de-maré, cisternas, levadas e aquedutos."

Os aquedutos, do latim aqua (água) e ducere (conduzir), são construções geralmente em madeira ou pedra, destinadas à condução de água por canais ou galerias, de um local para o outro.

O transporte de água era efetuado de 2 modos: de forma elevada, com recurso a arcos, quando atravessavam obstáculos topográficos como vales, ribeiras e montes, ou, de modo subterrâneo, através de túneis ou condutas, preconizadas em barro, quando atravessavam aglomerados urbanos.

A construção dos primeiros aquedutos, na ilha de São Miguel surge por alvará do Rei D. Manuel I, datado de 22 de julho de 1521, que determina a construção de um sistema de condução de água proveniente da serra à, então, vila de Ponta Delgada. Segundo Gaspar Frutuoso estas águas viriam do “oriente este pico das ovelhas - escreve - estar quási em direito pela terra dentro, arriba da cidade de Ponta Delgada, perto da fonte d´agua que vae d´ali a ela, de cuja frescura a melhor que há na ilha, bebem os moradores da cidade e das partes de redór dela, que custou muito a leva-la por longos caminhos de alcatruzes e não custa menos conservá-la”.

Na ilha Terceira, "o Cano Real" e o Aqueduto de São João de Deus fazem parte do sistema de abastecimento de água a Angra do Heroísmo, no século XVI.

A imagem do Aqueduto d' Água Nova, na ilha de São Miguel, da autoria de Paulo Henrique Silva.


Nota de Félix Rodrigues

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