• Félix Rodrigues

As ilhas que vemos: apenas quando o anticiclone dos Açores controla a Godzilla

Assistimos nos últimos tempos à maior tempestade de poeiras do Saara no Atlântico Norte. As poeiras levantadas por intensas circulações atmosféricas no maior Deserto do Mundo, chegaram em concentrações muito elevadas até ao Golfo do México e Estados Unidos da América, passando ao largo dos Açores. Cobriram uma área significativa do Atlântico Norte.


Quando há partículas em suspensão, a visibilidade reduz-se drasticamente não se conseguindo ver, devido às partículas e ao nevoeiro que formam, as ilhas açorianas próximas umas das outras, todavia, a Godzilla passou-nos ao lado, como se ilustra na imagem do globo com a distribuição de poeiras do Saara de ontem (5/7/2020).

Não havendo na atmosfera partículas nem vapor de água que se condensa nesses núcleos de condensação de nuvens, tudo fica claro e é possível ver a Ilha de São Miguel desde a ilha Terceira (a melhor localização é São Sebastião) ou ao contrário, a ilha Terceira desde a ilha de São Miguel (a melhor localização é nos Mosteiros).

Esta fotografia de ontem, de Bruno Miguel, capta a ilha Terceira desde a ilha de São Miguel, e só foi possível porque o Anticiclone dos Açores condicionou a expansão da Godzilla.



Texto de Félix Rodrigues

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