• Tomaz Ponce Dentinho

Atitude dos Açorianos face à Dívida Pública Regional (21 respostas, gostávamos de ter 30)

Há dias enviámos um questionário que perguntava a atitude dos açorianos face à Dívida Pública Regional que de acordo com o INE atingiu 1.956.6 milhões de euros em Março passado, representa 44,3% do PIB mas o montante tende a aumentar exponencialmente.

A primeira estranheza é que, apesar do assunto ser de extrema importância, tivemos menos respostas do que noutros questionários porventura porque as pessoas estão em férias. No entanto o questionário continua aberto no link abaixo e seria bom ter a vossa resposta.

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSe5tLOFoX9nkJktKqVtlQGqaJPC-I8fudQxOavblIcLhpunqQ/viewform

Das poucas respostas recebidas apenas uma diz que a Dívida tem ainda um peso no PIB reduzido relativamente ao que acontece no país em linha com o que vêm argumentando os responsáveis do Governo Regional. No entanto, 95% dos questionados acham que a Dívida é um problema porque o serviço da dívida reduz significativamente o emprego e desenvolvimento da Região.

Igualmente interessantes são as soluções que propõem. Mais de 50% concorda que a dívida é um problema grave a resolver com a negociação do seu pagamento com os fundos europeus que, como está demonstrado, não geram qualquer efeito significativo no emprego, gerando bastante mais se servissem para reduzir e renegociar a dívida.

19% sabem que é um problema mas não sabem qual é a solução. E alguns apresentam soluções que são comuns a qualquer pessoa que sabe que tem que pagar as dívidas através dos impostos que paga e pagará embora feitas por outros.

É sensato impedir o aumento da dívida e para isso é necessário reduzir os gastos públicos e aumentar a produtividade dos funcionários e empresas públicas, isto se não quisermos aumentar mais os impostos que é a medida que vem sendo seguida pelos governos da República para benefício sem culpa formada dos governos regionais.

Também é razoável aumentar o desempenho nas actividades exportadoras como o turismo e o leite que têm efeito multiplicador na economia e assim reduzem a necessidade de gastos com a segurança social, aumentando as suas receitas e reduzindo a necessidade de endividamento.

A redução da dependência dos subsídios, a suas distribuição mais criteriosa e o prémio à produtividade indica também um caminho. E os mais liberais argumentam que a liberalização da economia trará mais riqueza e menos necessidade de intervenção do Estado e dos respectivos gastos de intervenção.

No entanto quem manda por todos nós continua a pensar que a dívida não é problema e que portanto também não precisa de solução. São do tempo em que a dívida do Estado se pagava com inflação e pobreza mas voltaremos a isso quando deixarem de nos emprestar a juros simpáticos. Como percebemos em 2011 acontece num instante. Provavelmente logo a seguir às eleições.

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