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Atualização diária COVID-19



Temos hoje mais 345 pessoas infetadas em Portugal por SARS-CoV-2, um valor mais elevado do que ontem, tal como se previa, verificando-se mais uma vez o que designo por “efeito de fim de semana”. O número de óbitos também subiu e temos hoje mais 6 vítimas da Covid-19. A tendência de crescimento do número de óbitos não incorpora esse efeito de fim de semana e não se correlaciona imediatamente com o número de infeções.

Em termos de acumulado temos hoje 39767 casos de infeção e 1560 óbitos. Os Açores têm hoje novos dois casos importados que chegaram à ilha de São Miguel.

Na Região de Lisboa e Vale do Tejo, passamos a ter novas regras para controlar a infeção, regras essas que pecam por tardias. Em casos de epidemia todas as horas são fundamentais, por isso é inaceitável que se tenha esperado duas semanas para tomar decisões políticas, mas também é inadmissível que os cidadãos tenham que ter sempre os seus comportamentos regulados por decisões políticas. Acho que todos os portugueses já perceberam que a sua liberdade está condicionada enquanto houver infeção no país. Quem ainda não percebeu ainda, era bom que o percebesse rapidamente pois o impacto de irresponsabilidades individuais pode ser grande também em termos de liberdade individual.

Tal como ontem referia, o mundo teria hoje e tem mais de 9 milhões de infetados (neste momento 9,1 milhões de infetados) e a Ucrânia certamente hoje, ao final do dia, ultrapassará Portugal em de números absolutos de infeção.

Ontem referia uma promessa de tratamento, mas hoje a Scientific American alerta para possíveis abusos no uso de esteroides para se protegerem da infeção. Por que razão alguns cientistas hesitaram em usar corticosteróides para tratar o COVID-19? Tinham receio que o medicamento enfraquecesse a resposta imunitária do corpo ao vírus e porque a Organização Mundial da Saúde e muitos outros grupos se opuseram até agora ao uso de esteróides para o COVID-19. Tais oposições baseavam-se nos resultados de estudos do SARS e do MERS (outros coronavírus mortais), cujos resultados não foram bons. Para a aplicação com sucesso desses compostos há que ter em conta alguns aspetos críticos, nomeadamente o momento em que a droga é administrada.

Ontem referia uma promessa de tratamento, mas hoje a Scientific American alerta para possíveis abusos no uso de esteroides para se protegerem da infeção.Por que razão alguns cientistas hesitaram em usar corticosteróides para tratar o COVID-19? Tinham receio que o medicamento enfraquecesse a resposta imunitária do corpo ao vírus e porque a Organização Mundial da Saúde e muitos outros grupos se opuseram até agora ao uso de esteróides para o COVID-19. Tais oposições baseavam-se nos resultados de estudos do SARS e do MERS (outros coronavírus mortais), cujos resultados não foram bons. Para a aplicação com sucesso desses compostos há que ter em conta alguns aspetos críticos, nomeadamente o momento em que a droga é administrada.

Claro que a dose é muito importante e pelo que se sabe, não são precisas doses elevadas, mas doses moderadas. Quem decide isso são os médicos e não as pessoas que nada percebem de medicina.

Sempre que surge um medicamento hipoteticamente eficaz, há gente que acha que o deve tomar. Esqueçam: A dexametasona não previne infeção.


Texto: Félix Rodrigues

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