• Jornal Digital ACDA

Atualização diária COVID-19 - 30 de junho




Após 527 análises, o Arquipélago dos Açores não registou nenhum caso de Covid-19 no Arquipélago ou na entrada de passageiros no Arquipélago.


Não era de esperar outra coisa, nesta segunda vaga de Covid-19 em Portugal que não fosse a subida progressiva do número de óbitos. Temos hoje mais oito óbitos o que totaliza no país 1576 óbitos.


O número de infetados desceu em relação a ontem, havendo hoje apenas 229 novos casos. Esperemos que assim se mantenha. Ultrapassamos hoje a fasquia de 42 mil infetados (42141 casos), sensivelmente idêntico ao número de casos acumulados que a China tinha a 10 de Fevereiro de 2020 e sensivelmente metade do que a China tem neste momento. Se esse cenário tivesse sido colocado em fevereiro, muita gente se ria, como os vi rir, porque a ignorância provoca esses comportamentos.


Outra notícia preocupante também parece vir da China, que é a mutação do H1N1 encontrado em porcos e que tem um enorme potencial contagioso.

Todos os governos deverão estar atentos a essa possibilidade, mesmo que ainda seja muito remota, porque, quer queiramos ou não, vivemos numa sociedade de risco.


A rápida disseminação do vírus SARS-CoV-2 pelo mundo, que em março levou a confinamentos em muitos países para evitar cenários equivalentes aos de Itália e Espanha, estimulou a investigação científica na área da farmácia, especialmente de tentativas de reaproveitamento de alguns medicamentos usados noutras doenças provocada por vírus. A 22 de março, a OMS lançou a investigação centrada em quatro terapias possíveis: o inibidor da RNA polimerase Remdesivir, a Cloroquina e Hidroxicloroquina (já abandonadas), a combinação de inibidores da protease do vírus da SIDA, Lopinavir e Ritonavir (os resultados até agora não são animadores) e Lopinavir-Ritonavir com interferão beta (que se demonstrou eficaz na redução da velocidade da infeção de células e no alívio de sintomas).


Segundo artigo publicado na Nature os dois medicamentos que se mostraram mais eficazes em ensaios clínicos, são o Remdesivir e o corticosteróide Dexametasona. Em ensaios clínicos aleatórios o Remdesivir reduziu o tempo de internamento, mas não teve um impacto

significativo na mortalidade; mas a Dexametasona reduziu significativamente a mortalidade em pacientes que necessitam de oxigénio suplementar.


A farmacêutica Gilead Sciences já estabeleceu o preço para o tratamento à covid-19 com o Remdesivir, o primeiro medicamento recomendado pela Agência Europeia de Medicamentos (AEM) para ser usado contra a infeção pelo novo coronavírus na União Europeia. A empresa vai cobrar cerca de 2.082 euros pelo tratamento de cinco dias. Muito caro para nos darmos ao luxo de ter muita gente infetada.



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