• Félix Rodrigues

Contrabando histórico

Octávio Lima.


«Em Angra, na ilha Terceira, sabia-se que o vice-cônsul, Diogo Alton, aproveitava as benesses do seu cargo para passar ilegalmente mercadorias.

Em 1808,a sua acção clandestina era tão evidente foi capturada a zarzuela (uma planta tintureira cujo comércio era exclusivo da coroa) que tentava embarcar. Um contrabandista que ainda por cima vendia um produto monopólio da coroa, imagina-se que seria severamente punido. O governador, Miguel António de Melo, entendia que sim. O corregedor e o juiz de fora, que não.


Devido a este impasse, Melo acabou por enviar o caso para a corte no Brasil. O rei que decidisse como proceder.

A resposta foi de subserviência aos britânicos: “Hei por bem e por esta vez somente que pondo-se perpétuo silêncio neste caso se suspenda todo e qualquer procedimento criminal”.»




Sara Capelo, OS estrangeiros que mandaram em Portugal – Matéria Prima Edições 2014

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