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Covid-19 e o congestionamento nos transportes do Estado



O Covid-19 está a explodir nos municípios da periferia de Lisboa servidos por transportes com concessões monopolistas do Estado. Estes em vez de providenciarem mais comboios e camionetas ajustaram o serviço ao movimento de passageiros admitindo uma capitação dos espaços semelhante aos tempos sem pandemia.

Não seria de esperar outro resultado com transportes públicos sobrelotados e elevada densidade populacional.

Sabemos que os serviços em monopólios do Estado e concessionados tendem a ter filas de espera consideráveis. É assim nos Correios, na Finanças, nos Registos Prediais, nas Lojas do Cidadão e por aí fora. Curiosamente nos Hipermercados cada vez que há mais de três pessoas numa fila aumentam o número de caixas porque correm o risco de perder clientes se não o fizerem.

Nos transportes públicos concessionados pelo Estado contávamos que houvesse responsabilidade na cooperação entre as várias entidades, mas parece que não foi assim porque ninguém assumiu a responsabilidade do que pensa ser a competência de outro. Os responsáveis da CP só pensaram em aumentar o número de composições depois de aparecerem mais casos. E por causa dessa desatenção o Algarve e os Açores e a Madeira não podem receber turistas. Se houvesse mais comboios e autocarros a infeção seria muito menor, eventualmente semelhante ao que ocorre ao longo da linha de Cascais e na Margem Sul, tão densas como a linha de Sintra.

A gestão desta crise é complicada, mas há que aprender com os erros e com os outros.


Texto: Tomaz Ponce Dentinho

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