• Félix Rodrigues

Descemos, mas isso tem cada vez menos significado porque os dados perdem sentido

Como referia ontem, os números diários de infeção por SARS-CoV-2 começaram a não fazer sentido. Se no início da pandemia se verificavam tendências de crescimento ou de decrescimento e isso permitia uma gestão mais adequada, neste momento os números oscilam amplamente acima e abaixo onde é possível dizer o que quer que seja. Hoje baixamos oficialmente o número de casos no país. Temos apenas 198 novos casos, o que nos poderia levar a dizer que a infecção desceu no país. Na verdade, não sabemos prever ou tratar números que nos chegam em pacotes agrupados e correspondendo a períodos de tempo distintos. A organização de dados permitiria aos investigadores prever evoluções, assim, tem que se esquecer a previsão e fazer navegação à vista do tipo: Hoje apetece-me dizer que está tudo bem, amanhã logo se verá. Ontem dizia que o número de casos nos próximos dias desceria em relação a ontem. Isso não se baseia num modelo, mas sim, na ausência de lógica ou de estruturação de dados.

Totalizamos no país 53981 casos acumulados de infecção.

Relativamente aos óbitos, hoje assinalam-se mais 3, totalizando 1775, o que não justifica o excesso de mortalidade que se tem verificado no país, relativamente a anos anteriores. Este ano morre-se mais. Tais dados também não justificam baixas letalidades em lares de idosos, muito menos a morte por desidratação de idosos abandonados. A Covid-19 não justifica tudo e a desorganização de dados traduz a desorganização das instituições.

A infeção continua a avançar rapidamente e ultrapassamos hoje, no mundo, os 21 milhões de infetados. A Rússia caminha para 1 milhão de infetados, a Colombia para meio milhão, a Espanha para os 400 mil, o Paquistão para os 300 mil, o Equador para os 100 mil, Portugal para os 60 mil, a República Checa para os 20 mil, a Noruega para os 10 mil, a Islândia e Angola para os 2 mil, isso, só para referir alguns casos.

Não é o clima ou a temperatura que explica isso: São os comportamentos políticos e sociais.




Félix Rodrigues


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