• Tomaz Ponce Dentinho

Dj e produtor Souza assinala dez anos de carreira no mundo da música com o Visualshow “Retrospetiva”



Um espetáculo diferente do habitual, inédito em salas de espetáculo nos Açores. O que é que se pode esperar do visualshow “Retrospetiva”?

Há já algum tempo que tinha em mente fazer algo diferente e apresentar-me num espaço fora do habitual, daquele que é uma pista de dança. A situação atual acabou por me obrigar a reinventar o meu espetáculo mais cedo do que esperava, tornando-se um desafio e um grande estimulo para mim. Irei estar em palco a controlar tanto o áudio como o vídeo em simultâneo, através de um ecrã de leds, de forma a estimular a parte visual de quem está no público. Será uma viagem pela música eletrónica e por outros géneros musicais que me inspiraram ao longos destes 10 anos como DJ.

Que público é que esperas atrair para este espetáculo, visto que terá lugar num auditório e se apresenta como algo irreverente?

Estou muito curioso por descobrir que tipo de público estará presente e que reação terão a um espetáculo deste género, visto ser algo inédito, tanto para mim, como para os espectadores. Penso que haverá um público vasto, desde os apreciadores da música eletrónica, às pessoas que seguem o meu trabalho, tal como também a presença de um público mais curioso que irá certamente à procura de consumir algo fora do habitual, numa época onde a oferta cultural é limitada, infelizmente.

A música eletrónica está muito associada apenas a festivais. Achas que também ela pode ter lugar em salas de espetáculo como o Auditório do Ramo Grande?

Sem dúvida que sim. Obviamente que, de uma forma adaptada, é possível apresentar a música eletrónica a um público que estará sentado, recorrendo, por exemplo, ao uso de instrumentos ao vivo, algo que também já o fiz, mas na vertente de festival ou à utilização de uma forte componente visual, onde podemos levar o espectador numa viagem musical e visual, quase com se estivesse a assistir a um filme. E é um pouco isso que irei fazer no dia 1 de Agosto, será uma mistura de videoclips, com cenas de filmes, com vídeos da web e de efeitos visuais.

Com a situação de pandemia consequência do surto por COVID-19, consideras que este espetáculo num auditório pode passar a ser prática comum por outros Djs nos quatro cantos do mundo?

Uma das consequências positivas de toda esta situação de pandemia foi observar a forma como nos conseguimos adaptar rapidamente enquanto sociedade e de nos reinventar na forma como vivemos em todos os aspetos das nossas vidas. A cultura e a arte são um reflexo desta mesma sociedade e ao longo da história momentos como este marcaram de forma profunda a expressão da arte, portanto penso que a arte do “djing” também estará a passar por uma fase de transformação.

Uma década de carreira onde atuaste em clubs internacionais e festivais nacionais em países como o Canadá, Holanda e Espanha. O que é que se pode esperar para a próxima década da carreira do Dj Souza?

Acima de tudo, espero continuar com esta vontade de transmitir emoções às pessoas através da minha música. Continuar a trabalhar para alcançar outros objetivos e metas que vão surgindo ao longo do caminho, desafiar-me a mim próprio e, claro, lançar música e pisar novos palcos e conhecer novos sítios e pessoas.


17 visualizações
acda_cubo.png

Associação para a Ciência e Desenvolvimento dos Açores
Canada de Belém

TERINOV - Parque de Ciência e Tecnologia da Ilha Terceira - Sala B4

9700-702 Terra Chã, Angra do Heroísmo

NEWSLETTER

  • White Facebook Icon
  • White LinkedIn Icon
  • White Twitter Icon

© Associação para a Ciência e Desenvolvimento dos Açores