• Félix Rodrigues

Em Portugal, a burocracia infeta

Se ontem tivéssemos tido 300 infetados em Portugal e só tivéssemos dado nota de 3 casos, os cabeçalhos noticiosos seriam “Portugal sem infeção”. No dia a seguir daríamos um número completamente diferente e elevadíssimo, isso significaria que os portugueses se infetaram de um dia para o outro? Claro que não.

Não dar números reais é publicidade enganosa.

Ontem tivemos 129 novos casos, hoje temos 278 novos casos, ou seja, mais 131% dos casos de ontem. O que é isso? É o efeito da burocracia de um país que não trabalha na infeção ao fim de semana e que acumula análises por falta de técnicos ou de resposta técnica. Ontem já referia que o retrato da infeção do país se obtém à quarta ou quinta-feira. O “delay” entre a infecção real e os dados fornecidos pela DGS é cada vez maior. Ultrapassamos hoje a barreira dos 53 mil infetados oficiais (53223 casos).

Há a registar mais três óbitos, sem excesso de mortalidade, o que parece ser um bom indicador. Acumulam-se no país 1764 óbitos.

A conclusão dos dados de hoje é que a burocracia infeta.




Félix Rodrigues

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