• Félix Rodrigues

Esta redução significa que não estamos a dar conta das cadeias de transmissão?

Ultrapassamos os 29 milhões de infetados no mundo e estamos com quase um milhão de mortes, cerca do triplo do que se verifica num ano pela gripe em todo o mundo.

Portugal tem registado grandes aumentos de infeção e o excesso de mortalidade em relação à média dos anos anteriores que é quase o dobro dos óbitos oficiais registados por Covid-19. Durante algum tempo a mortalidade portuguesa esteve nos níveis do passado mas ultimamente começou a subir em consonância com o crescimento da infeção.

Em média, desde o início da pandemia, a mortalidade global cresceu 11%, valor que não é comparável com a letalidade do SARS-CoV-2 (2,9%).

A diminuição de 9 milhões de contactos médicos em Portugal durante o período da pandemia levou a um aumento, ainda não devidamente contabilizado, da mortalidade em Portugal (ver gráfico do Financial Times).

O excesso de mortalidade em países da América Latina como o Equador e Perú são mais preocupantes em termos de “excesso” do que o Brasil, apesar deste último ter neste momento mais de 113 mil mortes e encaminhando-se para ultrapassar os Estados Unidos da América em valores absolutos, que têm mais de 194 mil óbitos.

O número de infetados de hoje em Portugal (425 novos casos) baralha a lógica de crescimento ou decrescimento da pandemia, mas isso é um “delay” dos dias anteriores. Não há diminuições assim tão bruscas de um dia para o outro. Isso acontecia ao fim de semana, mas parece que se está a estender até à terça-feira. Temos assim acumulados até hoje 65021 infetados, tendo-se ultrapassado a marca dos 65 mil.



Félix Rodrigues

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