• Félix Rodrigues

Estamos de novo a crescer com uma forma quadrática

Nos últimos dois dias não produzi qualquer comentário sobre a pandemia, até porque não a tive tempo de a seguir.

Nesse pequeno interregno, muita coisa mudou, numa velocidade estonteante:

O mundo já tem 28,5 milhões de infetados, contra os 27 milhões de há dias atrás, com quase 1 milhão de mortes por Covid-19 e com os Estados Unidos a caminho dos 200 mil mortes, o pior cenário descrito por Trump, para justificar o não confinamento dos Estados Americanos.

Portugal nesses dois últimos dias teve 1271 infetados e hoje temos mais 497 novos casos, sabendo-se que amanhã e depois de amanhã esse número decrescerá sem que a infeção tenha diminuído, há que compará-lo com o mesmo dia da semana passada. Temos hoje mais casos do que no último sábado. Não vamos falar de vagas, porque isso sem uma definição clara não leva a lado nenhum, mas estamos numa terceira curva, se admitirmos que a base se situa em torno de um mínimo de 100 casos diários.

A mortalidade tem vindo a crescer, hoje mais 5 óbitos, num número que se aparenta reduzido, mas é também certo que o excesso de mortalidade em relação a períodos homólogos anteriores também tem vindo a crescer. Por exemplo, ontem 10 de Setembro, tivemos mais 32 mortes do que aquelas que se registaram no mesmo dia do ano passado. Podemos dizer que é coincidência, mas o excesso de mortalidade tem-se mantido nos últimos tempos.

Ultrapassamos hoje a barreira dos 63 mil infetados (63309).

Estamos neste momento a crescer com uma curva quadrática, não é exponencial, mas que preocupantemente se começa a aproximar dessa tendência.



Félix Rodrigues

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