• Tomaz Ponce Dentinho

Fairwell to Arms - Ernest Hemingway


O Padre Júlio Rocha diz que é bom sabermos dos bons livros que são para ler porque não temos tempo de ler todos. E tem sido assim. De há uns anos a esta parte leio o que me dizem que é bom (às vezes não gosto) e perco-me por outros escritos dos autores indicados. De Hemingway tinha lido o Venho e o Mar e Por Quem os Sinos dobram quando não havia televisão e a música era dos mesmos discos. Agora, em velho, delicio-me com o Por Quem os Sinos Dobram, com exclusão do capítulo V da mortandade espanhola, trago a Festa e cavalgo pelo Fairwell to Arms para manter o Inglês. E vou reconfirmando que quem escreve simples, com alma e com verdade é naturalmente um bom escritor. No fundo alguém com quem gostamos de conversar largas horas e em vários sítios; nos lugares apertados dos Aviões da Ryan Air sem ouvir o anúncio das raspadinhas.

No Fairwell to Arms lembro-me a estupidez mansa da tropa sem guerra, onde confessava toda a vida com o recruta do lado numa fuga para uma cerveja da Ericeira, ou das frases tolas e boas do namoro suave que no livro tem um fim trágico nas páginas finais. Como que a dizer que a paz é tão trágica como a guerra. na verdade todo o fim será complicado. O que importa é o caminho até lá; sempre alerta para ser já.



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