• Félix Rodrigues

Garajaus ou andorinhas-do-mar no vento e na bruma


Os Garajaus começam a chegar aos Açores no final de Março – início de Abril. Primeiro congregam-se em portos e zonas costeiras e depois começam a visitar as colónias, onde de início apenas permanecem durante a noite.


Os rituais de acasalamento e escolha de colónia são longos. Estendem-se por cerca de um mês e, no início de Maio, iniciam as posturas dos seus ovos. São aves muito territoriais que tendem a atacar ou a simular ataque, a quem se aproxima da zona de nidificação.


O recorde de longevidade do Garajau-comum (Sterna hirundo) é de cerca 33 anos.


Existem cerca de 10 mil garajaus no arquipélago dos Açores. As ilhas do Grupo Central dos Açores são as que apresentam “a maior percentagem de casais de garajau-comum”, com cerca de 50%.


Estas aves marinhas têm estatuto de proteção regional, comunitária e internacional (Diretiva Aves (Rede Natura 2000), Diretiva Quadro Estratégia Marinha, tendo ainda enquadramento na Convenção OSPAR.


Este bando de garajaus foi captado ontem pelo fotógrafo António Araújo, na ilha Terceira. Era dia de mau tempo, para o típico mês de Agosto, não fora o caso de muito recorrentemente neste mês haver algumas depressões que teimam em aproximar-se ou mesmo cruzar o arquipélago.



Texto de Félix Rodrigues



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