• Félix Rodrigues

Guia do PICOmeUP sobe a Montanha do Pico com 3 turistas mas traz de volta 14 desorientados

Subir a Montanha do Pico requer não só destreza física mas conhecimento particular dos trajectos, depressões no terrenos e riscos que lhe estão associados. É para isso e para evitar perda de vidas, acidentes físicos graves e protecção dos habitats que os Guias de Montanha servem e fazem disso a sua vida profissional.

Por várias vezes que helicópteros da Força Aérea Portuguesa tiveram que resgatar pessoas da Montanha do Pico, que sem conhecimento algum das condições micro-climáticas da montanha decidiram subi-la. Por isso e porque algumas pessoas morreram e até hoje os seus corpos não foram encontrados é que se alteraram as regras.

De facto não é obrigatório subir a montanha com guia, mas não faz muito sentido que alguém que ganha a sua vida com isso tenha que andar constantemente a fazer de "Bom Samaritano".

Manuel Goulart, guia de montanha do PICOmeUP afirma que "Comecei a subir a Montanha com 3 pessoas, e desci com 17". Os montanhistas" estavam "Desorientados, na montanha fechada de nevoeiro, com jovens em calções cheios de frio". Ora, a roupa também é importante na subida à Montanha do Pico. Diz ainda Manuel Goulart que "Este é o pão de cada dia!". Para ele, subir a Montanha, não é o mesmo que "Fazer um trilho pedestre", e tem toda a razão.

É preciso implementar mais algumas restrições na subida porque a meia dúzia de euros que se poupa num Guia, constitui-se um risco de vida grande, para além de não contribuir em nada para o emprego local.



Texto de Félix Rodrigues e fotografia de Pedro Rosa

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