• Félix Rodrigues

Infeção cresce em Portugal e no mundo, mas os Estados Unidos estão melhores do que o mundo

A infeção em Portugal está a crescer nas últimas semanas de domingo para sexta-feira. Isso só se explica se se estiver no limiar da capacidade analítica no país, ou então, como alternativa, os portugueses infetam-se ao fim de semana.

Temos hoje mais 290 novos casos de infeção no país, o valor mais elevado da semana. Totalizam-se hoje 52351 casos de infeção em Portugal.

A mortalidade tem andado baixo, havendo a registar hoje mais 3 óbitos o que totaliza 1746 óbitos por Covid-19. Continuamos no global com excesso de mortalidade relativamente aos últimos 12 anos, facto que necessita de uma explicação.

Tal como ontem se previa o mundo atingiu hoje a marca dos 19 milhões de infetados por SARS-CoV-2. Também a Índia atingiu hoje os 2 milhões de infetados, continuando o Brasil a correr para a marca dos 3 milhões e os Estados Unidos da América para a marca dos 5 milhões.

Diz Trump que os Estados Unidos da América estão melhores, em termos de infeção, do que o mundo. Talvez seja verdade, pois ele parece ser um presidente marciano e como tal o país que governa não é deste mundo.

Não só de notícias sobre hipotéticas vacinas vive a pandemia, mas também de substâncias que se constituem possíveis medicamentos. Saiu ontem a notícia que refere que algumas substâncias ativas que servem para tratar o alcoolismo são capazes de inativar o SARS-CoV-2. Qualquer dia teremos um qualquer ministro holandês a afirmar que Portugal tem menos mortes por Covid-19 do que a Holanda porque a taxa de alcoolismo é maior. Se assim for, convinha que os holandeses começassem a beber mais para controlar a segunda vaga que parece que estão a enfrentar com um valor diário (ontem) de 715 novos casos de infeção. Quanto aos nossos amigos Britânicos, com 964 casos diários, deveriam fazer quarentena na sua chegada a Portugal antes de começarem a beber desalmadamente.

Ora, relativamente a essas substâncias e às aparentes contradições medicamentosas, o que é facto é que as substâncias ativas da maioria dos medicamentos têm quase sempre efeitos secundários conhecidos, e esses, por vezes, são mais importantes do que o tratamento para os quais o medicamento foi concebido. Muitos medicamentos passam por processos de tentativa e erro, mas quando funciona, cresce a esperança.

Que fique claro: o estudo não se refere a consumir álcool, mas sim, às substâncias usadas para tratar problemas de alcoolismo.

Outro estudo também demonstrou que o consumo de álcool durante o confinamento nalguns países aumentou, mas isso não parece estar associado à ideia de que o álcool protege, mas sim, a um efeito de “depressão psicológica”.

A fotografia ilustrativa de hoje é da autoria de Paulo Pereira.



Félix Rodrigues

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