• Tomaz Ponce Dentinho

Jean Herbert, diretor da empresa de consultoria, imobiliária e construção “Decisões e Soluções”.



Passados quatro meses desde o surgimento do primeiro caso de COVID-19 na ilha Terceira, como é que avalia o impacto da pandemia no setor da construção civil e imobiliária?

Por incrível que pareça, tanto num setor como no outro, continuaram-se a fazer negócios. No entanto, houve um desaceleramento maior no ramo imobiliário do que na construção civil, o que é compreensível na ótica de quem vende e de quem compra, dado que as visitas in loco deixaram de ser possíveis, levando a que muitas agências se reposicionassem no sentido de oferecer alternativas aos clientes, nomeadamente com recurso a visitas virtuais.

Quanto à construção civil, e atendendo ser um setor atualmente muito dinâmico, não houve grande abrandamento. Talvez alguma dificuldade junto dos fornecedores com fornecimento de materiais etc. No cômputo geral, o cenário até acaba por ser razoável, atendendo a outros setores da economia, como por exemplo o turismo.

Com o corona vírus sentiu necessidade de adaptar o seu negócio à nova realidade?

Questão pertinente, dado que vai ao encontro da pergunta anterior. Sim, sem dúvida que esta pandemia nos obrigou a nos reinventarmos para não perdermos o barco e consequentemente negócio. Estivemos fechados durante o estado de emergência, mas sempre a trabalhar, recorrendo às redes sociais e às reuniões virtuais. O abrandamento que sentimos foi na área imobiliária pelas razões já elencadas. Havendo um receio grande dos vendedores em receber potenciais compradores nos seus imóveis, acabou por dificultar o processo.

Com a pandemia sentiram que houve um abrandamento na procura dos vossos serviços, especificamente na construção de moradias, por exemplo?

Muita procura, houve um “boom” na construção de há 2 anos pra cá, e como nós fomos pioneiros a introduzir e a desenvolver o sistema LSF ( construção em aço leve) não ficamos de fora da tendência, bem pelo contrário. Temos tido uma enorme adesão a este método construtivo quer pela sua qualidade quer pela sua eficiência, associado a um menor tempo de construção. Posso-lhe dizer que estamos com construções a serem agendadas para 2022, e queremos continuar a crescer cada vez mais.

Atendendo à situação atual de pandemia que o mundo ultrapassa, o que é que prespetivam para este setor nos próximos meses?

Creio que irá haver uma retoma gradual, já se nota procura por parte dos clientes no ramo imobiliário, nestes 2 meses já escrituramos 3 imóveis e com perspetivas de mais vendas. A tendência será de retoma total, com mais critério e mais cuidado por parte dos intervenientes, mas de resto continuando a trabalhar e a fazer a roda girar. Quanto às mudanças pós Covid, elas já se iniciaram durante o processo pandémico, ou seja, a maior mudança julgo ter sido na consciência das pessoas, de que temos que cuidar dos nossos hábitos e não descurar o planeta onde habitamos, caso contrário corremos o risco de volta e meia estarmos sujeitos a uma situação destas.

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