• Félix Rodrigues

Mais óbitos hoje em Portugal do que nos últimos tempos: A infecciosidade do vírus está a aumentar?


Ultrapassamos hoje a marca dos 51 000 infetados em Portugal (51072casos), com mais 204 novos casos de infeção. Trata-se de um número inimaginável no início da pandemia, mas nos dias de hoje tudo é relativo. Esse é um número diário consistente, mas certamente vai descer nos próximos dias, não porque a infeção tenha de facto diminuído, mas porque o número de análises a realizar vai reduzir-se no fim de semana. O valor médio de novos casos de infeção nesta semana situou-se nos 198 casos por dia.

O número de óbitos subiu muito hoje (mais 8) relativamente ao que se tem verificado nas últimas semanas. Isso pode ser um mau indício que ainda é precipitado explicar sem se perceber bem o contexto das infeções que desencadeiam morte. Acumulámos até hoje 1735 óbitos por Covid-19 no país.

As dúvidas ou questões em torno do efeito das mutações do vírus que causa o COVID-19 e de como elas podem torná-lo mais infeccioso, têm sido levantadas desde a fase inicial da pandemia. Ora, um estudo recente mencionado pela Scientific American refere que uma mudança num aminoácido do vírus pode tê-lo tornado mais infeccioso. Mas os virologistas estão longe de serem consensuais acerca do papel dessa mutação.

Os autores do estudo referido dizem que não estão com este trabalho a colocar em causa os atuais esforços terapêuticos ou de procura de uma vacina mas esses resultados precisam de ser tidos em consideração. Ora os medicamentos e as vacinas funcionam muito bem para os vírus de hoje, não para os vírus de amanhã. Hoje, parece que Bolsonaro tem “mofo no pulmão” e por isso está a tomar antibióticos, certamente porque a sua “cloroquina” não funcionou.

Também hoje a Roménia passou-nos à frente em termos de infeção, mais rápido do que tinha previsto ontem, pois só ontem, esse país teve 1400 novos casos de infecção. O número acumulado de mortes por Covid-19 na Roménia (2343 óbitos) é maior do que em Portugal (1727 óbitos) (valores de ontem). A segunda vaga da Roménia está a ser substancialmente pior do que a primeira.

Somos seguidos agora pela Guatemala que também brevemente nos ultrapassará quer no número de infetados quer no número de mortes. Vem logo a seguir a Polónia (37,97 milhões de habitantes) que tem neste momento 45688 infetados e 1716 óbitos, ou seja, um número de óbitos quase igual aos de Portugal. Também a Polónia nos ultrapassará brevemente em número de infetados e de óbitos. Quer isso também significar que a infecção a nível mundial e nalguns países da Europa não está a abrandar.

A Espanha, Reino Unido, França, Alemanha, Suécia, Itália e Holanda têm mais casos diários do que Portugal.




Félix Rodrigues

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