• Félix Rodrigues

Mais uma vez o "efeito de fim de semana" na infecção portuguesa: Reduz-se sempre

Tal como se previa ontem, pelo efeito de fim de semana, o número de casos diários no país desceu para 131 novos casos, ou seja é uma redução de cerca de 30% do valor de ontem, todavia o número de óbitos aumentou, comparativamente a ontem, apesar de em valor absoluto ser um número baixo, apenas 6.

Totalizam-se no país 52668 casos de infeção acumulados e 1756 óbitos. Esses números não representam cabalmente o estado de infecção no país. Na próxima semana teremos, a meio da semana, valores mais elevados de infetados.

O crescimento mundial continua e isso tem implicações na vida de todos nós.

Os Estados Unidos da América atingem daqui a pouco os 5 milhões de infetados por SARS-CoV-2, e já ultrapassaram a barreiras dos 160 mil mortos.

O Brasil atingiu os 3 milhões de infetados e ultrapassou a barreira dos 100 mil mortos.

O Índia ultrapassou a barreira dos 2 milhões de infetados, mas regista apenas cerca de 43 mil mortes.

Esses números são muito díspares mas revelam que alguns deles são controlados ou não registados, como parece ser o caso da Índia.

Por cá, em Portugal, a infeção aparenta estar relativamente controlada no global, mas com desacertos pontuais e com preocupações adicionais numa ou noutra cadeia de transmissão. A forma como vemos a epidemia tem influência na sua gestão e no seu controlo.

Hoje ou amanhã a Polónia ultrapassar-nos-á em número de casos de infeção, mas neste momento já nos ultrapassou em número de óbitos. Tem havido um número considerável de mortes por Covid-19 nos profissionais de saúde polacos. Um artigo recente tenta ligar essa mortalidade dos médicos polacos aos hábitos tabágicos desses profissionais. Não há conclusões inequívocas, mas pode-se dizer que o tabagismo aumenta o risco de morte por SARS-Cov-2, especialmente se ligarmos a outro estudo que demonstra que o vírus inflama os vasos sanguíneos, com ênfase para aqueles que se localizam a nível dos pulmões. Não há certezas sobre o facto dessas inflamações provocarem ou não lesões nos vasos sanguíneos a longo prazo. Significa isso que o vírus pode não ser totalmente inócuo nos assintomáticos.



Félix Rodrigues

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