• Félix Rodrigues

Não estamos programados para viver afastados

Como os valores diários em Portugal oscilam muito, uma leitura diária dos casos de infeção não faz muito sentido, por isso, a análise da evolução semanal parece ser a mais apropriada.

Se fizermos a média de uma terça-feira à terça-feira seguinte, teremos nas últimas três semanas as seguintes médias: 173 casos; 172 casos e nesta semana 203 casos. Esta semana estivemos pior do que nas duas semanas anteriores.

Temos hoje 124 casos de infeção com 54448 casos acumulados, e mais 5 mortes, acumulando 1784 óbitos. Nesta semana não estivemos com excesso de mortalidade relativamente aos anos anteriores.

Dos países que nos seguem, as Honduras, com 400 a 500 casos diários, ainda se encontra numa primeira vaga. A Nigéria é o país africano mais infetado, abaixo de Portugal na infeção geral oficial, e tem, cerca de 300 a 400 casos por dia. Esse número 300 a 400 casos por dia é também semelhante no Barém com uma população de apenas 1,6 milhões de habitantes. Já o nosso mais próximo vizinho africano, Marrocos, com 36 milhões de habitantes, está numa segunda vaga muito superior à primeira com mais de 1000 casos diários.

É óbvio que todos estes números estão subestimados, mas vamos conhecendo cada vez melhor a realidade epidemiológica do mundo. Um estudo agora publicado, estima que existiam em Wuhan na China, cerca de 12 mil casos, antes do confinamento chinês.

É cada vez mais óbvio que esta pandemia tem impactos psicológicos e isso também é algo com que temos que lidar.

Diz o Professor Ayelet Fishbach: “A nossa natureza humana está programada para nos unir novamente; porque não sabemos estar sozinhos. Gostamos de nos tocar. Gostamos de estar uns com os outros ”.



Félix Rodrigues

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