• Tomaz Ponce Dentinho

Na Cidadania quem aprende é o professor.

Como está concebida e é ministrada a disciplina de cidadania não é muito diferente da cadeira de "Organização Política e Administrativa da Nação" de antes da revolução do 25 de Abril de 1974, da "Introdução à Política" que se seguiu no verão quente de 1975 e de outras que entretanto terão aparecido e que visavam sempre impor às crianças e aos jovens a moral e regras específicas do regime vigente que por serem específicas contradiziam militantemente as regras anteriores.

Quem faz essas disciplinas esquece-se que a educação não é um código de boas maneiras mas sim uma forma de abrir crianças e adolescentes ao real ajudando-os por eles próprios a questionarem o que os rodeia e a ganharem sabedoria com a interacção consigo e com os outros.

Como cantavam no meu tempo os Pink Floyd "Não precisamos que nos controlem o pensamento" porventura retocando Manuel Freire "Não há machado que corte a raiz ao pensamento". E vai ser sempre assim.

Porque razão insistem em passar ideias aos jovens? Basta que as ajudem a ver, a pensar, a dizer e a discutir o mundo que os rodeia, colocando-os próximo desse mundo com todos os seus sentidos, todo o seu pensar, todo o ser dizer e, mais importante, toda a sua liberdade que é o que se deve aprender em Cidadania.

É assim que se ensina disciplina de Assembleia no Colégio de São Tomás e que propusemos ensinar no Colégio de São Francisco.-

Visitar o cemitério dos ingleses na Praia e ouvir as perguntas que têm para fazer e as respostas que têm para dar. Visitar os cuidados intensivos do Hospital de Angra e ouvir as questões que levantam e as apresentações que fazem. Ouvir o presidente da câmara e o deputado, o investigador e o funcionário para que perguntem o que fazem e quais são as questões que têm para resolver para servir os outros.

Também pode ser ler isto e aquilo, ver o futebol e a assembleia regional. Lembro-me do sucesso que foi quando levei os alunos timorenses a visitar a Assembleia Nacional daquele país em plena sessão de trabalho no ano de 2001. Ou quando visitámos a Fazenda Algarve. E as praias de Viqueque com o vislumbre da Austrália ao fundo. Quem aprende é o professor.





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