• Félix Rodrigues

Nada a esperar que não seja crescimento da infecção e da responsabilidade pessoal

Voltámos hoje aos 390 novos casos de infeção no país. São mais do que tivemos na passada quarta-feira e um número indiciador de acumulação de dados ao longo da semana com um registo diário que não pode ser interpretado só por si. Em média continuamos a crescer, mas não podemos esquecer que quinta-feira passada tivemos 399 casos, um valor superior ao de hoje. Significa isso que não estamos a “estancar” a epidemia apesar de algumas cadeias de contágio poderem estar controladas.

Totalizam-se 58633 casos acumulados de infeção em Portugal.

Todos os números podem sofrer interpretações e serem relativizados. Os nossos números nada são comparáveis aos mais de 6 milhões de infetados nos Estados Unidos da América. O número de mortes oficiais nesse país nada tem a ver com os acumulados de Portugal ou o número de mortes diárias, que no nosso caso foram hoje de apenas três totalizando 1827 óbitos. Por exemplo algo estranho é por exemplo a Rússia que ultrapassou 1 milhão de infetados mas com cerca de um centésimo dos óbitos acumulados da América. Isso pode ser explicado sem teorias da conspiração? Talvez sim.

Se nos comparássemos com Singapura que tem metade da população de Portugal, esse país deveria ter cerca de metade dos óbitos portugueses, mas não: Tem praticamente o mesmo número acumulado de infetados mas apenas 27 mortes. Tudo isso é confuso neste momento por isso, qualquer análise só pode ser feita num contexto específico e num tempo específico. Todos os dias os rácios se alteram para que possam produzir explicações robustas sobre o efeito da pandemia.

Logo nos primeiros tempos da pandemia em Portugal referia a necessidade de termos uma App que controlaria a população. Aí está ela, disponível para que todos com consciência a possamos usar. Era preferível que o seu uso fosse livre, como é na atualidade, em vez de ser imposta, como será no futuro, caso a população não perceba como isso nos ajuda a controlar a pandemia. A App não serve para nos perseguir ou localizar. Isso já o faz os telemóveis e as operadoras móveis. É apenas uma questão de lei: usar ou não usar esses dados. Se o governo diz que não usa e a lei não o permite, não vale a pena criarmos teorias da conspiração porque os governos democraticamente eleitos têm que cumprir a lei como todos os outros.



Félix Rodrigues e fotografia do jornal O Público

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