• Tomaz Ponce Dentinho

"Naturalização do Risco" face aos sismos

Ontem perguntámos como reagiam aos sismos e que grau de sismo já tinham sentido. Das respostas percebemos que apenas 11% ficam extremamente desconfortáveis, 30% têm algum desconforto, 36% importam-se pouco e 23% não se importam nada. Em suma, não há qualquer problema em anunciar a ocorrência de sismos como se anuncia a ocorrência de chuva e fará sentido numa região sísmica dar este anuncio curto e diário nas notícias.

A segunda pergunta que fizemos foi se já tinham sentido um sismo e com que intensidade. 4% nunca sentiram um sismo, 60% sentiram sismos mas sem estragos materiais, 11% sentiram sismos com estragos materiais e 25% sentiram sismos com vítimas mortais, provavelmente aqueles que estavam por aqui no sismo de 1980.

O interessante é que cruzando as duas respostas percebemos que quem já sentiu um sismo com vítimas mortais fica apenas um pouco desconfortável com a notícias de sismos enquanto que aqueles que já experimentaram sismos com estragos materiais sentem-se extremamente desconfortáveis com notícias dessas.

Perguntámos aos psicólogos sociais se este fenómeno é comum e disseram-nos que se chamava "naturalização do risco" que acontece em zonas de risco (zonas de guerra, de terror ou de crime) em que as pessoas tendem a relativizar o risco porque ninguém consegue viver sempre assustado.


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