• Félix Rodrigues

Numa evolução da pandemia que começa a ser preocupante

Os casos no país continuam a crescer de modo que está a tender para um uma exponencial. Isso começa a ser preocupante.

Hoje temos mais 1394 casos de infeção o que corresponde a um acumulado que quase chega à marca dos 84 mil infetados (83928).

A mortalidade acompanha com é óbvio o número de infetados, apesar de não estar em consonância com os valores diários, mas atrasada. Hoje temos mais 12 óbitos, o que totaliza, 2062 vítimas da Covid-19 em Portugal.

Não sabemos, por que os dados diários não são descriminados por escalões etários, diariamente. Quantas pessoas até aos 35 anos morreram hoje? Por que não se mencionam as idades dos mortos, pois é possível dizê-lo quanto mais não seja por faixa etária, em vez de só se anunciar um número neutro de 12 que produz a perceção de que são apenas velhinhos que morrem porque os jovens são maioritariamente assintomáticos. Para desmistificar isso, deveria referir-se diariamente a faixa etária dos óbitos do dia para que cada um perceba o risco que corre com comportamentos que por vezes são de risco.

Segundo consta há 122 escolas no país com Covid-19. O que se está a fazer para que esses alunos e professores não contagiem os seus familiares adultos, não adultos e idosos? Esses números são preocupantes.

Quantos jovens morreram em média em Portugal? E adultos? Estima-se que até agora tenham morrido 19 pessoas com idades compreendidas entre os 18 e os 44 anos no país e 176 pessoas entre os 45 anos e os 64 anos.

O valor da vida não depende da idade, mas há gente que atribui valor à vida em função da idade. Um velhinho atropelado, com seguro de vida, dá à sua família o mesmo montante monetário que um jovem que morra atropelado, por isso, a idade não influencia a economia se é isso que queremos proteger. Não estou a fazer qualquer crítica, estou apenas a apontar constatações. Temos que viver com a pandemia mas não de forma caótica e por isso os indicadores claros e objetivos são importantes para a decisão coletiva e individual.



Félix Rodrigues

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