• Félix Rodrigues

Parece ser preciso sair daqui para fazer boa música Terceirense; diz Luís Bettencourt

Partilha-se aqui a posição do músico terceirense, Luís Gil Bettencourt acerca da música na ilha ou da ilha Terceira e do ouvido ou ovidos dos terceirenses.


As sonoridades das coisas…

Viver numa ilha como a Terceira, dá para entender muita coisa, muita coisa mesmo.

Há muitos anos e anos atrás, chegarem cá determinadas sonoridades de géneros musicais. Era um evoluir, como o desejo de chegar aos 201 anos de idade.

Aos poucos as coisas foram mudando, e as guerras também ajudaram com que certas sonoridades habitassem por cá. Os ingleses e suas Big Bands, os americanos com sua rádio e televisão, Channel 8, Lajes Field, Azores , Portugal, era assim que apareciam, e aos poucos, pelo menos na Praia da Vitória e alguns músicos de Angra do Heroísmo foram educando o ouvido e para a população, tentaram repetir as mil e uma influências que sentiram. Foram eles Big Bands, grupos de baile, e claro, uma população que se aproveitou e bem das aparelhagens e Long Plays ( LP’s ) comprados no B.X. americano.

Hoje tudo isto desapareceu e parece que voltámos à estaca zero em termos do ouvido público. Mesmo tendo em conta os festivais que aconteceram e acontecem cá na ilha, os grupos de rock, grupos de jazz, de música tradicional, outros géneros musicais pouco influenciam quem quer que seja. Para chamar o público a um auditório, ou se traz alguém das novelas, gente que supostamente escrevem determinados livros, músicos que passam muito na rádio, ou então nada feito.

A verdade é que existem músicos nesta ilha que trabalham e muito determinadas sonoridades que se não fosse em entrega total, seriamos muito mais pobres. Mas pobres vamos continuar até a população da ilha dar pelo menos o benefício da dúvida aos músicos desta terra.

Elas, sonoridades, “ANDEM” por aí. Não as percam, mas também na verdade não as podem perder se nunca as tiverem.

Do meu cantinho, só vos posso dizer que terei os Last Minute Trio, grupo da nossa freguesia cultural à porta de minha casa. Não desperdicem uma oportunidade de apoiar, reconhecer o quanto de humano também somos, caso contrário resta-nos ir viver para Lisboa e vir de lá para cá para vos convencer como muitos outros fazem.



Luis Bettencourt

39 visualizações
acda_cubo.png

Associação para a Ciência e Desenvolvimento dos Açores
Canada de Belém

TERINOV - Parque de Ciência e Tecnologia da Ilha Terceira - Sala B4

9700-702 Terra Chã, Angra do Heroísmo

NEWSLETTER

  • White Facebook Icon
  • White LinkedIn Icon
  • White Twitter Icon

© Associação para a Ciência e Desenvolvimento dos Açores