• Félix Rodrigues

Peixe incomum capturado junto ao ilhéu das Cabras, na ilha Terceira

Partilha-se notícia do jornal Diário Insular, da autoria de Helena Fagundes.


Na passada sexta-feira, perto dos Ilhéus das Cabras, um grupo de pescadores teve um encontro com uma espécie que não é muito comum no arquipélago.

O biólogo marinho João Pedro Barreiros, investigador da Universidade dos Açores (UAç), explicou ao DI que se trata de "um exemplar da espécie Fistularia petimba (red cornet fish - traduzível para peixe-corneta vermelho embora não exista esse nome comum em Portugal)".

"Embora ocasional, pois ocorre em águas tropicais e subtropicais de todo o mundo, já foi registado nos Açores (pela primeira vez em 2004) e, de vez em quando, aparece a mergulhadores, pescadores, etc...", acrescentou.

O maior exemplar desta espécie já registado chegava aos dois metros e pesava quase cinco quilos.

De acordo com o site "www.fishbase.se", este peixe pode ser sobretudo encontrado no atlântico ocidental, dos Estados Unidos à América Central. Também existe na costa espanhola, bem como nos mares africanos, em locais como Cabo Verde ou Angola. Verifica-se nas águas do Indo-Pacífico, em sítios tão longe dos Açores como o Japão ou a Austrália.

Habita áreas costeiras, normalmente a uma profundidade maior do que dez metros. Alimenta-se de pequenos peixes e camarão.

O cientista salientou a importância de "quando alguém encontrar um peixe (ou qualquer outro organismo) que desconheça ou lhe pareça 'estranho', fazer os possíveis por o congelar com uma etiqueta indicando o local e data de captura.".

"Tratando-se de algo realmente novo, se não houver um exemplar não é possível descrever a nova ocorrência", explicou.

DI tinha já falado recentemente com o biólogo marinho, mas sobre a presença de águas-vivas e caravelas na costa da ilha Terceira.

João Pedro Barreiros salientou que a perceção de que há mais destes organismos nas nossas águas deve ser isso mesmo, uma "impressão", que se repete todos os anos.

"Todos os anos esse tipo de comentários aparece. Porque é que isso acontece, não sei. O que posso dizer é que é impossível para mim ou para qualquer colega meu dizer que em determinado ano há mais ou menos caravelas ou águas-vivas", afirmou o investigador.

A impressão de que há mais ou menos pode depender de questões como a direção do vento ou a zona onde estamos.




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