• Félix Rodrigues

Portugal é um país de risco para a Austria? Isso liga-se aos dois novos casos nos Açores (27/7/2020)

Hoje há mais dois casos nos Açores: Ambos na ilha de São Miguel.

Tratam-se de mais dois casos importados que se assumem ser turistas do território continental. Percebe-se porque é que a Áustria considera Portugal um país pouco seguro?

Em Portugal temos hoje mais 135 novos casos de infecção por SARS-CoV-2, o que parece uma descida muito significativa, não fosse o persistente efeito de fim de semana. Amanhã verificamos se houve de facto descida. Se não houver, continuamos com a vergonha de dar a entender que a pandemia para no país ao fim de semana. Totalizamos hoje 50299 casos de infeção e temos mais dois óbitos, o que totaliza 1719 mortes por Covid-19.

A nível mundial a pandemia continua a acelerar, apesar de terem aparecido uns quantos cientistas a dizerem o que o iluminado Trump dizia que o “calor atrasaria a infeção”. Entre eles estava um grupo de cientistas portugueses.

Há grandes passos dados no que se refere ao tratamento, que não o do Bolsonaro (Cloroquina).

A vacina de Oxford parece ser aquela que está mais adiantada do que as outras nos testes. Já se concluiu o estudo com 10.000 pacientes Britânicos e está-se a fazer o recrutamento de pessoas para a testar no Brasil. Também já começaram ensaios na África do Sul e outro começará nos Estados Unidos nas próximas semanas. Se tudo correr bem, no final do próximo mês ficaremos a saber se a vacina de Oxford é boa e segura, ou não. Quando os resultados do primeiro desses ensaios estiverem disponíveis, e se forem bons, os reguladores terão que decidir se há dados suficientes para permitir algum tipo de aprovação de emergência antes que novos ensaios sejam realizados. Isso pode acontecer já em outubro.

Para além da vacina, também parece ter aparecido um novo tratamento para a Covid-19, de acordo com o “The Economist”. Trata-se de uma substância ativa designada por “interferon beta” produzido pela Synairgen, uma pequena empresa britânica de biotecnologia, que poderá ser inalada. Quando esse medicamento foi administrado a doentes, num um estudo que envolveu 100 pacientes, o medicamento reduziu significativamente o número de pessoas que passaram a terapia intensiva. A probabilidade de necessidade de ventilação foram reduzidas em 79% e os pacientes tiveram duas a três vezes maior probabilidade de recuperar.



Félix Rodrigues

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