• Félix Rodrigues

Portugal entra em Estado de Calamidade

Sim, isto está caótico. Os casos de hoje revelam claramente o descontrolo da infeção em Lisboa e Porto. Não é o número elevado de 2072 casos diários, o recorde máximo até hoje registado no país desde o início da pandemia, a que se deve o descontrolo, mas sim à falta de capacidade de resposta do SNS aos pedidos de testagem, à desinformação ou incapacidade de informar e aconselhar os casos positivos. Tudo isso é caótico e o número de infetados vai crescer muito a par do número de óbitos que hoje são só sete. Que se tente manter a calma e quem testa positivo tente ao máximo pensar racionalmente. Conhecem-se casos inacreditáveis de falta de informação e aconselhamento e casos de pânico, de falta de acompanhamento, et, etc, etc. É importante que cada um comece a pensar no que fará se souber repentinamente que testou positivo. Os números vão crescer muito mantendo-se numa média elevada acima dos 1500, variando apenas nos fins de semana. Para a semana logo se vê. Portugal já tem mais caso do que a China (91193 casos acumulados em Portugal contra 90858 casos na China).

Talvez seja pelo descontrolo que se percebe que o país já chegou que o primeiro-ministro português, hoje, durante a manhã, tenha decretado o regresso ao Estado de Calamidade por causa dos números diários. Já aqui tinha referido que mais dia menos dia a App ia ser obrigatória. Falta pouco para o ser. Não percebo a razão pela qual muita gente não o fez ou faz de forma livre e se tenha que impor isso. Também não percebo a razão pela qual todo o país tem que ter as mesmas regras independentemente da situação epidemiológica de cada Concelho. As coisas não estão caóticas no país todo, mas sim nas grandes cidades onde facilmente se perde o controlo quando se anda a dormir. A gestão da pandemia tem que ser cada vez mais à micro-escala em vez da macro-escala.

Segundo o primeiro-ministro vão existir oito medidas com a entrada de Portugal no estado de calamidade a partir da meia-noite desta quarta-feira:

- Governo pode aplicar medidas de restrição à circulação sempre que necessário

- Proibição de ajuntamentos de mais de cinco pessoas na via pública e em restaurantes, por exemplo

- Limitar eventos de natureza familiar como casamentos e batizados até 50 pessoas, desde que se cumpra normas sanitárias como uso de máscara e distanciamento físico

- Proibir eventos de natureza não letivas como festejos académicos nas universidades e politécnicos

- Aumento de fiscalização por parte de entidades como ASAE em estabelecimentos e restaurantes

- Multas até 10 mil euros para estabelecimentos que não cumpram regras sanitárias

- Recomendação de uso de máscara na via pública e do uso da aplicação StayAway Covid, sempre que haja um teste positivo

- Apresentar na Assembleia da República a proposta de uso obrigatório de máscara na rua e do uso da aplicação StayAway Covid em empresas, escolas, Forças Armadas e na Administração Pública.

A imagem ilustrativa é da RTP.



Félix Rodrigues


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