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Providência Cautelar contra o Centralismo


Os catalães ameaçam independência face ao centralismo cumulativo de Madrid e é assim que acontece em todo o lado quando as capitais não percebem que são as principais instigadoras dos separatismos, tantas vezes mobilizáveis por oportunismos externo.

Os portugueses dos vários portos do mundo foram por aí quando a independência alargava a liberdade dos seus sítios e pessoas, quando Portugal optou por ser centralista ou quando os portos potenciados deixaram de estar ligados a redes globais que comunicações regulares e seguras permitiam.

A vocação agora é ligar as pessoas e os sítios do mundo e das gentes não só através do espaço, mas também através do tempo, pelas gerações de integração que nos está no sangue de uma civilização capaz de integrar as milhentas tribos que se vão gerando em cada nascimento e que renascem em Lagos no século XV, em Goa a XVI, na Baia e em Luanda a XVII, em Nova York a XVIII, em Dili a XIX, tem uma recaída tribal no XX, e se pode reencontrar a XXI. Com muitas falhas e pecados se enriquece em cada um de nós nos genes que temos do Tibre e do Morbeia, do Jordão e do Geba, do Tejo e do Reno, do Rio das Pérolas e do Mandovi, do São Francisco e do Amazonas. É essa certeza que leva quem sabe do Porto a colocar uma providência cautelar ao centralismo lisboeta e paradoxalmente provinciano da TAP. Ao fazê-lo o Porto está a defender as Lajes que para além de ter uma centralidade mundial comprovável na importância estratégica, tem o melhor aeroporto do Atlântico, infelizmente perturbado pelo desvio anacrónico de Santa Maria e pelo centralismo bacoco de Ponta Delgada e de Lisboa.

Ao fazê-lo o Porto está a defender Faro e Bragança, Funchal e Praia, São Tomé e Fortaleza, Goa e Díli. Lá por onde a TAP e a ANA deveriam ter companhias e aeroportos autónomos, sustentáveis e funcionais. É assim que Portugal consegue retomar as redes de comunicação de todas as escalas, nas Ilhas do Açores e nas Ilhas e portos de todos os mares.

Começamos por coisas pequenas, ultrapassando erros atávicos de rendas monopolistas para benefícios de poucos ineficientes e, mais tarde ou mais cedo, colaboracionistas com interesse alheios da Bruxelas, de Washington ou da China.

Comecemos por admitir que os aviões da TAP e da SATA possam “dormir” em todos estes lugares com equipas de manutenção e gestão capazes de competir entre si melhorando a competitividade e o serviço. E se a TAP ou a SATA não quiserem então há que fazer a AIR Porto e a AIR Lajes naturalmente exigindo que a TAP e a SATA não sejam subsidiadas por todos. Portugal está a renascer do Porto. É tempo de a Terceira fazer uma providência cautelar contra o financiamento da SATA pela Região Autónoma dos Açores.


Texto: Tomás Dentinho

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