• Tomaz Ponce Dentinho

Quantos biliões são afinal? Para os Açores só 24 milhões por ano. É pouco e há que gerir muito bem.

De acordo com a imprensa internacional o acordo do Conselho da União Europeia fala de 750 biliões de Euros para recuperar a economia da Europa, 390 biliões provenientes dos fundos da Comissão Europeia e 360 biliões provenientes de empréstimos supomos que garantidos de forma a conseguir juros semelhantes para todos.



Percebe-se os 750 biliões são repartidos ao longo do tempo cabendo a Portugal 18,3 biliões, correspondendo anualmente a 1,8 biliões de que a imprensa nacional fala. Assim em vez dos 15,5 biliões a fundo perdido parece que vamos ficar apenas com 9,5 biliões de dádiva mais 8,8 biliões em empréstimos garantidos. Na perspectiva anual 1,8 biliões, 950 milhões de dádiva e 880 milhões de empréstimos.

A parte que cabe aos Açores, assumindo uma distribuição proporcional à população, são 24 milhões de dádiva por ano e 21 milhões de empréstimos garantidos por ano. Não é muito se for esbanjado já a seguir para ganhar as eleições de Outubro. Também não é muito se for dividido entre a Grande Universidade Atlântica, paga a professores sediados na América, Canada e Continente para fazerem os estudos de impacto ambiental justificadores da exploração do fundo do mar; e o apoio às empresas canadianas que sabem explorar o fundo do mar em seu benefício e sem custos, porque o dinheiro vem de Bruxelas.

A proposta que vos tenho vindo a falar é, no caso dos Açores, utilizarmos os 24+21 milhões de euros anual para substituir parte das dívidas de empresas viáveis e exportadoras (do turismo, dos lacticínios e da pesca) por dívidas com serviço da dívida mais baixo, com a condição que os bancos credores façam a amortização do capital em dívida com base nos montantes de juro já pagos justificados pelo risco.

Neste processo as empresas vão-se capitalizando e investindo e os bancos ganham mais dinheiros com juros mais baixos porque há um capital que garante o risco. Volto a lembrar que tudo isto só é possível se os economistas, gestores e engenheiros que apresentam os estudos de viabilidade sejam confrontados todos os anos com a viabilidade efectiva dos projectos que aprovaram.

Tomaz Ponce Dentinho, economista

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