• Jornal Digital ACDA

Reconhecer os erros de ciência e de política para fazer melhor



Os Açores estão em colapso económico não só por causa do Covid-19 como todo o mundo,

mas também por causa da dívida pública galopante, da falta de competitividade dos lacticínios fora de São Miguel, da má gestão dos stocks de pesca e do atraso trágico de medidas atempadas só justificadas pelo medo dos políticos e pela dificuldade de a ciência difundir as evidências.

Sabemos que erramos em termos científicos quando pensávamos que o desenvolvimento era satisfação das necessidades e não a potencialização da criatividade. Quando pensávamos que, na afetação de bens públicos, o custo médio devia ser igual ao benefício médio num sistema igualitário para toda a população, conduzindo imediatamente a monopólios públicos condenados a prazo por ineficiência e exploração do dinheiro de todos.

Sabemos que erramos em termos políticos quando quisemos a quota leiteira perdemos 9000 empregos. Quando durante dez anos não liberalizámos o transporte aéreo perdemos mais de 10000 empregos e ainda os estamos a perder nas ilhas mais pequenas. Quando aceitamos o aumento da dívida de 1000 milhões estamos a destruir 60000 empregos anulando os empregos possibilitados pelas transferências do Estado e pelo turismo.

Sabemos que erramos mesmo agora quando defendemos que não haja turismo com medo de infeções que podem vir de residentes destruímos milhares de empregos. Quando aceitamos desenvolver projetos europeus que não têm efeito no emprego a médio e longo prazo.

Quando não liberalizamos a sério o transporte marítimo tornando-o dos mais caros do mundo.

Quando temos sistemas de saúde e de educação caros e ineficientes.

O que faz falta é renegociar a dívida considerando que os juros acrescidos sejam amortização do empréstimo e pagar a dívida com os 150 milhões das verbas da União Europeia que não têm qualquer efeito no emprego. Reduzir para metade as despesas da Educação. Reduzir as despesas da saúde garantindo os serviços públicos. Liberalizar o transporte aéreo inter-ilhas.

Liberalizar a produção e distribuição de energia. Liberalizar o transporte marítimo e autonomizar os portos. Regular a concorrência entre as indústrias de laticínios. Terminar com o acesso livre aos bancos de pesca dos Açores. Terminar com o confinamento no truísmo fazendo testes simples no aeroporto de Lisboa e corrigindo a taxa de mortalidade dos infetados nos Açores que é muito elevada. E, exigir do Governo da República e da Europa, uma política de circulação turística por região e por ilha. Não faz sentido penalizar várias ilhas quando uma só esteja mais contaminada. Não faz sentido penalizar a Região, o Algarve, o Norte, o Centro e a Madeira quando Lisboa está contaminada.


Texto: Tomaz Dentinho

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