• Félix Rodrigues

Redução de infectados no fim de semana: É tempo de repensar a macroeconomia.

Em Portugal, tal como se previa ontem o número de casos de hoje baixou para os 153 casos, porque já se tornou sistemática essa diminuição no fim de semana. Acumulamos agora 51463 casos de infeção no país. Relativamente aos óbitos o número baixou drasticamente para apenas um óbito totalizando-se 1738 óbitos por Covid-19 em Portugal.

Somos seguidos na tabela mundial da infeção pela Guatemala (50979 infetados e 1959 óbitos) e pela Polónia (46346 infetados e 1721 óbitos). As taxas de letalidade de Portugal, Guatemala e Polónia são 3,38%; 3,84% e 3,71%; respetivamente. A de Portugal é a mais baixa dos três países e está abaixo da taxa de letalidade mundial (3,83%).

Certamente amanhã a Guatemala ultrapassar-nos-á em número de infeções e óbitos, e daqui a dias, a Polónia.

A África do Sul, já ultrapassou neste momento o meio milhão de infetados, e brevemente, o mesmo acontecerá com o México e com o Perú.

Tanto a infeção mundial como a letalidade obriga-nos a pensar em alterações macroeconómicas.

O paradigma keynesiano entrou em colapso na década de 1970. A inflação persistentemente alta e o desemprego elevado daquela década ("estagflação") confundiram os economistas, que pensavam que as duas variáveis quase sempre se moviam em direções opostas. Isso, por sua vez, convenceu os políticos de que não era possível "sair do caminho da recessão", como admitiu James Callaghan, então primeiro-ministro britânico, em 1976. Pensava-se que se resolvêssemos as deficiências estruturais, elas aumentariam a inflação sem reduzir o desemprego. A inflação alta poderia persistir apenas porque era o que as pessoas esperavam. Estamos num momento muito diferente.

A pandemia de SARS-CoV-2 expôs e acentuou desigualdades no sistema económico. Aqueles que possuem empregos de colarinho branco podem trabalhar em casa, mas trabalhadores "essenciais", como os motoristas de entrega de bens ou homens do lixo têm que continuar a trabalhar e, portanto, correm maior risco de contrair covid-19 e com salários muito mais baixos.

A crise económica afeta mais os mais pobres e isso faz aparecer uma nova noção de urgência de mudança na macroeconomia. É preciso criar novas formas de voltar ao pleno emprego.




Félix Rodrigues

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