• Tomaz Ponce Dentinho

São Miguel é uma prisão para Europeus que querem ir para as ilhas não contaminadas dos Açores

Para viajar no mesmo dia da maior parte dos países europeus para as ilhas não contaminadas dos Açores é preciso fazer escala em Lisboa e em São Miguel. No entanto como na origem não conseguem dar ao viajante o terceiro cartão de embarque para o último troço (e o polícia da transferência em São Miguel exige o cartão de embarque no trânsito) os passageiros são impedidos em São Miguel de passarem directamente para a sala de embarque sendo conduzidos para a saída/prisão.

O processo é então macabro como vamos sabendo. Perdem a ligação para as ilhas, fazem o teste, são encarcerados num quarto de hotel onde lhes passam refeições de bolonhesa fria e lasanha desgostosa e, quando recebem o resultado do teste, têm que comprar a passagem que foram levados a perder. E se querem vir comprar uma garrafa de vinho no restaurante do hotel são registados e o seu nome é enviado à polícia.

Já vimos filmes bons com pior enredo. Mas certamente revelam a miopia da regulação regional que embora informe os visitantes de que podem fazer o teste no destino os obriga a ficar na Ilha grande como se São Miguel fosse o único destino procurado dos Açores; ainda por cima numa prisão com refeições de pasta.

Ainda não aprenderam que para proteger as pessoas do Covid-19 não é preciso tirar-lhes a liberdade e que tirar a liberdade, nem que seja por um dia, é um crime grave que, feito pelas autoridades, é um abuso de poder. Quantos terão passado por isto?





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