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Sinais alarmantes do impacto da pandemia na economia dos Açores

Em janeiro e fevereiro de 2020 houve mais hóspedes nos Açores do que nos mesmos meses do ano de 2019 e, de acordo com um modelo publicado em 2019 para os Açores e estimado de novo por Ilha em 2020, terá havido nesses meses a criação de 326 empregos diretos, indiretos e induzidos sabendo que cada 100 hóspedes geram 3,4 empregos anuais.

A crise fez com que em março, em vez de mais de 53107 hóspedes houvesse apenas 23612 e em abril dos esperados 80000 houve apenas 290. No total, até ao fim de abril teremos perdido 3315 empregos devido à redução abrupta do numero de hóspedes e é expectável que a tendência continue para maio e junho.

Neste cenário tornado real de dia para dia é urgente que o Governo tome medidas e que as Pessoas assumam atitudes, não apenas para defender a saúde do Covid-19, mas também para salvaguardar a saúde da economia que quando moribunda leva à fome, a assaltos e a mortes, porventura mais do que a peste traria.

Em primeiro lugar é preciso não ter medo e pensar que um turista pode infetar menos do que um familiar se os grupos de turistas ficarem relativamente isolados nos passeios que dão pelas ilhas apenas contatando entre eles e com guias, motoristas e operadores de alojamento e restauração; que serão a nova linha da frente tão protegidos como os técnicos de saúde. Cada dia que passamos sem turismo podemos perder 200 empregos anuais e portando cada adiamento da abertura das ilhas tem um custo incomportáveis para esta geração e para as vindouras, se esta continuar a fazer dívida para continuar a manter empregos fictícios e para enfrentar a crise no curto prazo. O medo pode matar mais do que o Covid-19.

Em segundo lugar é preciso ter cuidado sobretudo com os mais velhos; cuidado criativo com distanciamento e presença. Cuidado pensado que entende que grande parte dos contágios podem ser feitos em casa e não com os turistas que passam na rua. Cuidado sobretudo no sistema de saúde ainda mais quando sabemos que foi de lá que partiram os primeiros descuidos nos Açores.

Se em vez do reporte inócuo dos não casos nos Açores, que a seu tempo foram oportunos, tivermos um reporte responsável dos turistas que chegam, são testados, visitam e que vão; mais dos casos que aparecerão se ficaram isolados e mais dos que já estão fora de perigo. Isto gestão responsável. O resto é o medo que mata e quem não vence o medo, morre de medo.


Texto: Tomaz Ponce Dentinho

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