• Félix Rodrigues

Subiu o número diário de infetados no país, mas há menos razões para os infetados fugirem dos Açores

Temos hoje mais 238 novos casos de infeção por SARS-CoV-2 em Portugal, o que corresponde a um aumento de cerca de 17% em relação ao número de ontem, mas um aumento de apenas 0,07% relativamente ao valor acumulado (que é hoje de 51310 casos). Amanhã, domingo, segunda-feira e terça-feira, os números tenderão a decrescer pelo efeito de fim de semana (que nada tem a ver com a diminuição da infeção, mas sim com o efeito da diminuição do esfoço analítico).

Hoje registam-se apenas dois óbitos, um número bastante reduzido se comparado com o número de ontem. Temos até hoje acumulados 1737 óbitos.

Brevemente o mundo terá acumulado 18 milhões de infetados, com os Estados Unidos da América com cerca de 5 milhões (26% dos infetados do mundo) e o Brasil com cerca de 3 milhões (15% dos infetados do mundo).

Há países que estão a ter uma segunda vaga pior do que a primeira, como é o caso do Japão, que neste momento está com uma média de casos diários de infecção em torno dos 1000 novos casos, da Algéria (com 560 casos diários), da Sérvia (com 339 casos diários), Marrocos (com 1000 casos diários), Austrália (600 casos diários), República Checa (com 278 casos diários), Bósnia Herzegovina (com 500 casos diários), Bulgária (com 270 casos diários), etc. Cada dia que passa, mais testes são necessários.

Os Institutos Nacionais de Saúde de alguns países estão investir milhões de euros em novas tecnologias que permitam acelerar o tempo em que se obtém os resultados à COVID-19 (que detecta o coronavírus SARS-CoV-2).

A iniciativa tenológica designada por Rapid Acceleration of Diagnostics (RADx) pretende apoiar os testes laboratoriais e aumentar significativamente o número de testes, o tipo e a disponibilidade dos testes, podendo realizar-se milhões de testes por semana. A data prevista para o términus dessa tarefa é setembro de 2020.

O RADx pretende ajudar, caso se venha a concretizar, a controlar rapidamente ambientes como aeroportos, escolas e casas de repouso. É uma tecnologia com investimento quase exclusivo, dos Estados Unidos da América. Usa circuitos integrados microfluídicos que podem aumentar drasticamente a capacidade e o rendimento dos testes, reduzindo drasticamente o tempo do diagnóstico. Isto tem impactos económicos pois por exemplo poderíamos gastar menos em medidas como o Governo Regional dos Açores vai implementar.

O Governo Regional dos Açores decidiu que vai manter todas as regras em vigor, pelo menos, até 15 de agosto, e introduzir uma alteração, ou seja, a partir de hoje, “os encargos resultantes do alojamento em unidade hoteleira, para além do inicialmente contratado pelos passageiros desembarcados na Região, para cumprimento de quarentena derivada de resultado positivo ao SARS-CoV-2, bem como para isolamento profilático, determinado pela autoridade de saúde, são assumidos pela Região, nos termos a definir por despacho conjunto dos membros do Governo Regional com competência em matéria de finanças, saúde e turismo”.

“A Região assumirá também estes encargos relativamente aos residentes nos Açores que estejam, ou venham a estar, em idênticas circunstâncias no território continental português ou na Região Autónoma da Madeira”.

Tendo em conta o que se acaba de implementar, a fuga de turistas que chegam infetados ao arquipélago, para o território continental, não se justificará por razões económicas mas sim por falta de ética ou responsabilidade cívica.






Félix Rodrigues

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