• Félix Rodrigues

Todos os arco-íris são círculo-íris e no fim há um pote de ouro

Um pouco mais abaixo e era o nada. Um pouco mais a sul seria réplica. Um pouco mais alto, circunferência.

Este fenómeno ótico atmosférico, popularmente designado por arco da velha (arco-íris) só ocorre quando existem gotículas de água em suspensão ou chuvisco, onde se dá uma reflexão da luz solar no interior das gotas. Por outro lado, não é qualquer um que o vê, é preciso que o arco esteja centrado com a sombra do observador, aparecendo num ângulo entre 40°–42° com a linha entre a cabeça do observador e a sua sombra. Isso implica que sol esteja mais alto que 42° relativamente ao local de observação. Assim, para se ver ou captar o arco-íris sobre Angra do Heroísmo, como o foi captado ontem pelo Paulo Pereira, é necessário que o drone estivesse num ângulo superior ao sol. Isso é difícil, especialmente porque ninguém gosta de usar um drone quando há chuvisco. Se por acaso o drone tivesse subido bastante mais, observar-se-ia um círculo-íris.

No fundo, todos os arco-íris são parte de círculos-íris, mas na maioria das vezes só vemos uma das suas partes: mais achatado ou menos achatado, pois depende da posição do sol e da nossa posição.

De acordo com lendas e historietas, no fim do arco-íris há um pote de ouro. Neste caso o pote estaria na Universidade dos Açores. De facto, o conhecimento vale tanto como o ouro, mesmo que ninguém o queira comprar.

Texto de Félix Rodrigues

49 visualizações
acda_cubo.png

Associação para a Ciência e Desenvolvimento dos Açores
Canada de Belém

TERINOV - Parque de Ciência e Tecnologia da Ilha Terceira - Sala B4

9700-702 Terra Chã, Angra do Heroísmo

NEWSLETTER

  • White Facebook Icon
  • White LinkedIn Icon
  • White Twitter Icon

© Associação para a Ciência e Desenvolvimento dos Açores