• Félix Rodrigues

Três dias consecutivos com recordes máximos absolutos diários de infeção em Portugal

Tal como dizia ontem, hoje teríamos um valor diário de infetados maior do que o de ontem que em si mesmo já era um record. Hoje batemos esse recorde (2608 novos casos de infeção) e caminhamos no sentido de aqui a dias batermos o record de número de óbitos diários. Hoje temos um valor muito elevado (21 mortes) de óbitos por Covid-19.

Amanhã o número de infetados será maior do que hoje.

O número de óbitos diários, de internamentos hospitalares e de internamentos em cuidados intensivos vai matar muita pessoa infetada e não infetada.

Hoje o Instituto Nacional de Estatística publicou os dados de excesso de mortalidade em Portugal, que há semanas venho referindo, dizendo que estão a aumentar de modo muito preocupante. Há mais gente provavelmente a morrer de forma indireta ou direta pela Covid-19 do que o total de óbitos acumulados por Covid-19 (2149 óbitos).

O excesso de mortalidade face à média dos últimos 5 anos, de março a outubro, já está nos 7474 óbitos. Ainda há dias publiquei os dados do Financial Times que dizia serem 7300 óbitos o excesso de mortalidade em Portugal. Os dados do INE dão um valor superior. Os dados do INE são muito mais claros na análise e apontam para a necessidade de agirmos com políticas concretas.

De março a outubro deste ano, morreram em Portugal 68 227 pessoas, muito mais gente do que relativamente à média dos últimos anos, daí se extrair o excesso de mortalidade de 7474 óbitos.

A mortalidade acrescida aumentou mais no região norte de Portugal do que nas outras regiões. É claramente na região norte que temos o maior registo de infeções, seguindo-se a Região da Grande Lisboa, onde também é a região geográfica que tem o maior acumulado de casos de Covid-19 e com o segundo maior excesso de mortalidade. É lícito concluirmos que o excesso de mortalidade nessas duas regiões está relacionado com a pandemia.

Desse excesso de 7474 óbitos, 2265 ocorreram nos hospitais, e 5209 óbitos, fora dos hospitais.

O excesso de mortalidade nos hospitais (2265 óbitos) é quase igual ao número de óbitos pelo Covid-19 (2149 óbitos), o que significa que temos que obrigatoriamente procurar explicações para os restantes 5209 óbitos. Não podemos de modo algum matar mais gente por falta de tratamento, de pessoal médico ou outra razão que até poderá ser burocrática.

A imagem ilustrativa é do Portugal News.



Félix Rodrigues

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