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Venha teletrabalhar para a região mais limpa da Europa

Os Açores seguiram até agora uma de três estratégias face à pandemia. A estratégia do isolamento naturalmente permitida pelo fato de serem ilhas e de a pandemia ter começado na época baixa das visitas de turistas e emigrantes. A Suécia, os Estados Unidos e o Brasil seguiram a estratégia oposta de aceitarem que a pandemia alastrasse ficando as famílias e os lares responsáveis por protegerem os mais debilitados na esperança de que o contágio e recuperação de muitos permitiria manter o funcionamento da economia e da sociedade.

Finalmente, o resto de Portugal e grande parte da Europa, seguiram a estratégia de aceitar alguma infeção desde que os serviços de saúde tivessem capacidade de tratar os mais necessitados o que, infelizmente, não foi possível em grande parte de Espanha e de Itália.

A análise da pandemia da peste bubónica no princípio do século XX indica que a estratégia da Suécia, dos Estados Unidos e do Brasil não é a melhor não só porque morre mais gente do que as estratégias alternativas, mas também porque reduz a confiança nas instituições minando a recuperação da economia. A estratégia de aceitar níveis de infeção tratáveis tem a vantagem de permitir alguma recuperação da economia, mas tem o risco de a infeção disparar em segundas e terceiras vagas obrigando a retrações. Finalmente, a estratégia do isolamento seguida pelos Açores depende de haver a descoberta da vacina e pode ser catastrófica para a economia a ponto de matar mais gente com fome do que a que pretendia salvar. É isso que pode acontecer nos países e regiões mais pobres, mas também virá a acontecer mais tarde ou mais cedo nas regiões mais desenvolvidas; em isolamento o produto é cerca de 50% do que se verifica numa região aberta e com 50% do produto há muitos pobres, muitos assaltos e muita fome.

A economia dos Açores depende da exportação de produtos agropecuários, do apoio do Estado português, da pesca e cada vez mais do turismo. De acordo com um modelo estimado recentemente por Tomaz Dentinho e Mário Fortuna a redução do turismo para 22% do seu volume normal induz uma redução de emprego total de 33 % não sendo possível emigrar para um mundo em crise e sendo pouco viável um regresso massivo à agricultura de subsistência agora que grande parte da terra está ocupada na produção de leite e de carne para exportação. Sendo assim o que vale a pena pensar é como aproveitar o fato dos Açores estarem limpos de Covid-19 para promover um turismo live de Covid-19: Para isso há que testar os turistas como se testam agora os visitantes e mantê-los em grupos fechados a visitar as nossas paisagens e monumento enquanto não é segura a sua interação com os residentes. E quando, passado 15 dias essa interação for segura, então serão como residentes porventura a trabalhar em teletrabalho na região mais limpa da Europa.

Venha trabalhar em teletrabalho para a região mais limpa da Europa pode ser uma ótima forma de recuperar a economia dos Açores.


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